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Saturday, July 14, 2012

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Dorme. Tudo dorme. Aquele mar calmo, sem ondas. Por baixo de todo mar calmo existem as correntes. Quem olha da praia não vê. Quem é o mar sabe das correntes puxando o tempo todo dentro de si, cada uma puxando pra um lado.

Falsa calmaria. Falsa aceitação da vida presente. O tempo vai passando, pra ver se melhora. Estou bem. Apática. Ou não. Tento continuar assim. 

4 dias da semana passo dormindo. Acordo de manhã e durmo de novo. Acordo meio-dia e não tenho vontade de buscar meu almoço. Durmo de novo e como pão e pastel até de noite, isso quando o estômago reclama. Deitada, vejo o RJTV. Durmo e num piscar de olhos já está na 2a edição. Novela, jornal, Jô. Mais um dia que acaba. Durmo. Acordo de manhã e durmo de novo. 

Tenho q me sustentar e não incomodar ninguém. É o que estou fazendo. No resto do tempo, que por agora é muito, durmo pra que passe mais rápido. Não tenho vontade de nada. Nem de sair ou dançar. Nem de ir ao cinema, ao Theatro Municipal de graça, nada. Não tenho vontade de levantar. De comer. Às vezes nem de falar com ninguém. Como meu celular não toca mesmo, quando toca não tenho vontade de falar. Falar o q? Me acostumei. 

Hoje vegeto. Triste, vendo tanta gente botando a vida pra frente. Não tenho vontade de me maquiar. De tomar banho. Tá frio e só quero ficar deitada até não aguentar mais. Até o corpo doer, até o estômago não te deixar dormir de fome. 

Hoje estou preocupada pq já não sei o que fazer. Dormir já não tá suprindo minhas necessidades. Não consigo sair sozinha. Não consigo nem me arrumar. Também não consigo ficar aqui parada. Não consigo arrumar a casa. Definho. Peço ajuda a Deus pra que eu não perca a lição. 

Consigo trabalhar e ir na terapia. E fazer o que talvez não me permita deitar de vez até descer do mundo: cuidar das minhas gatas, minhas grandes companheiras de solidão, que ficariam sós e abandonadas sem mim. Penso também no meu pai, que ficaria completamente abandonado aqui, julgado culpado pela eternidade com pena de morte ou prisão perpétua por cometer erros, como se quem julgasse não tivesse telhado de cristal fino. Ele ficaria triste sem sua única filha aqui. Por estes 3 seres acho que não sucumbi. Deus me ajude, pq quero que minha mãe tenha orgulho de mim e quero ser o que venho sendo, um exemplo de vitória pra muita gente, muita, que não acreditava que eu fosse estar viva agora.

2 Comments:

Anonymous Primo said...

Espero e desejo que a sua tristeza não seja que aparência,um grande abraço e muita força.

9/8/12 4:53 PM  
Blogger *Patrícia* said...

só resta saber que primo! rs
não entendi bem a mensagem, mas obrigada pela força!

12/8/12 2:55 AM  

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