"O Sol há de brilhar mais uma vez..."
Ele brilhou neste 21 de março, reinício do ano astrológico, que como entra em Áries, entra em mim e me ilumina, por maior escuridão em que esteja submersa, sufocada, afogada. Afinal, como disse uma das minhas palestrantes preferidas no centro, a Zezé, na escuridão absoluta, se acende-se um fósforo, tudo se ilumina. Nas palavras dela: agora imagina se todos acendessem seus fósforos? "A luz há de chegar aos corações."
Este dia é sempre especial, sempre ocorre algo, dentro e fora, e parece que o que estava paralisado volta a se movimentar. O movimento de Áries. O meu movimento. Eu, que nem me mexer estava conseguindo. Nem dançar. Agora parece que tudo voltará ao normal, apesar de eu não me sentir podendo afirmar isso agora. Vejamos. Observemos. E principalmente, rezemos.
O que sei é que ouvir a Zezé foi providencial para que hoje, mais tarde, eu retome minha profissão tão sofrida, tanto que ela falou sobre trabalho. Ela, o trecho de um livro, aberto ao acaso, que falava em oportunidade, o próprio trecho do Evangelho. É muito incrível estar presente em um dia destes, no qual as coincidências são tantas que vc deixa de vê-las como simples afazer do acaso. É motivador e nos lembra que a vida é um instante e instantes passam. Tudo passa.
Menos o amor.
Se 2a feira saí da escola querendo pedir exoneração, hj saí do centro certa de que "Do mal, será queimada a semente." Eu não sabia como voltar à escola nesta 5a. Agora, eu sei que vou voltar, tentar, e fazer do jeito não-tradicional que acredito ser produtivo, o que eu puder fazer, sem dar meu sangue, sem deixar de doar-me.
Semana passada estive, tb providencialmente, com a minha médica-anjo-guia, Thereza, e como é indescritível ouvi-la. Como acalma meu coração sedento de respostas para tanta ansiedade. Como ela te faz ver que está tudo bem e tudo passa a se encaixar perfeitamente na sua mente que apesar de perfeita, como ela disse, "se desequilibra pois somos humanos, e então percebemos as coisas e fatos de forma equivocada". Disse a ela que tive novamente crises extremas de ansiedade. Tinha acabado de pegar o remédio que tanto lutei pra conseguir, como descrito no post anterior. O nome é horrível e não tem nada a ver com o próprio princípio ativo. Ao mostrar, ela disse que era um horror mesmo, que era pra ver se eu me livro mais rápido disso. E perguntou o q eu estava sentindo. Como contei por alto a história do post anterior, ela mesma começou a falar. Grande, grande remédio. Abandono, solidão, falta de presença física! Segundo ela, este último é meu remédio. Segundo ela, "tá na hora de vc casar e ter seu filhinho". Ano passado não era hora. Era hora de me livrar dos trastes que tavam no caminho, como ela disse.
Abandono. Eu que sinto isso desde que me dei por gente, tive um desequilíbrio, afinal somos humanos e não seguimos uma linha reta de evolução. Até pq, como disse Bial no BBB, a linha reta é uma invenção humana. Os caminhos são tort(uos)os. Que alívio, pensei. Que bom ouvir aquilo. Sentimento de "tenho jeito, tenho salvação". Certeza de que "O amor será eterno novamente." Tentarei, farei o que puder, e é tudo que posso fazer. Estamos num momento de transformações em que metaforicamente pode-se dizer: "É o juízo final." Não sei se "A história do bem e do mal", mas com certeza hora de separá-los. Eu? "Quero ter olhos pra ver a maldade desaparecer." Quero ver o que ela, vidente que é, viu e me contou, um privilégio imenso: que via um campo fértil à sua frente, possibilidades infinitas, eu planto no campo e sou o campo. Não vejo nem sinto nada disso, ainda. Trabalhava para ficar bem e me desequilibrei. Caí, me machuquei abessa e fiquei sentada no chão em posição fetal, chorando. Presença física, abraço, atenção. Atenção, a maior caridade que se pode fazer. Do que preciso, essas três coisas. Do que todos nós precisamos.
"Um pouco mais de paciência e fé. Tudo está se ajeitando."
"Um pouco mais de paciência e fé. Tudo está se ajeitando."

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