Reencontro
Finalmente. É tão bom reencontrar alguém que se ama, que não se vê há muito tempo. Quando essa pessoa é vc mesmo então, é encontrar a paz, a felicidade e a completude em seu próprio ser.
É mais ou menos como diz a magistral música do genial Gilberto Gil abaixo. Vivi cada verso cortando a carne. Ao ouvir essa tão conhecida música novamente, não houve como não vê-la com outros olhos.
A primavera começou. Ainda tenho dúvida se começou mesmo, pq chovia nas ruas do meu coração. Pq talvez ainda chova em algumas. A minha humilde previsão do tempo é de tempo bom, estável, ensolarado, verde das árvores com azul do céu, flores (muitas azaléias aqui em casa, nunca nasceram tantas!), pássaros soltos.
Ainda duvido, ainda estranho, ainda tenho medo. Mas sou eu quem está aqui. Não importa que seja só. Será o que Deus quiser. Sou inteira só. E só assim posso ser com meus irmãos. Ser eu me faz respirar fundo, me dá esperança, fé. A idealista não ficou nos 18 anos. Se chegou até os 35, não creio que isso mudará. Todas as vezes que tentei colocá-la de lado, por crer que é o que a sociedade impõe, me perdi. E fui infeliz. No entanto, é preciso saber ser. Dizer que ser idealista é coisa de jovem é limitador. Aprender a viver a vida e ir levando é às vezes necessário, mas não há ninguém que diga isso com felicidade, com prazer.
Durante este ano tão introspectivo, no qual me senti praticamente obrigada a tal, aproveitei para mergulhar em mim. E só assim poder falar com Deus. E só então poder ouvi-lo. No auge da solidão, no Ano Novo decidido a ser passado comigo mesma, nua, calada, com a luz apagada, como diz a música. Aceitando a dor. Tendo que dizer adeus. Vendo que idealizei tanta coisa aos 17, 18, e que aos 35 não era nada daquilo, nada. Nada do que eu pensava que ia ser, que ia encontrar. Isso dói, mas tb posso ver o outro lado. O bom, o maravilhoso, o milagroso, o que nunca mesmo esperei encontrar. O que nunca sequer imaginei. E que me levou a caminhos e a lugares que eu nunca conheceria se fosse como imaginei. Caminhos tortuosos, lugares divinos.
Durante este ano tão introspectivo, no qual me senti praticamente obrigada a tal, aproveitei para mergulhar em mim. E só assim poder falar com Deus. E só então poder ouvi-lo. No auge da solidão, no Ano Novo decidido a ser passado comigo mesma, nua, calada, com a luz apagada, como diz a música. Aceitando a dor. Tendo que dizer adeus. Vendo que idealizei tanta coisa aos 17, 18, e que aos 35 não era nada daquilo, nada. Nada do que eu pensava que ia ser, que ia encontrar. Isso dói, mas tb posso ver o outro lado. O bom, o maravilhoso, o milagroso, o que nunca mesmo esperei encontrar. O que nunca sequer imaginei. E que me levou a caminhos e a lugares que eu nunca conheceria se fosse como imaginei. Caminhos tortuosos, lugares divinos.

0 Comments:
Post a Comment
<< Home