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Friday, August 06, 2010

Me conta agora como hei de partir...

Ah, se ele quisesse... Poderia estar aqui comigo agora. E não ter feito o que vi fazer tantas vezes, não comigo, sempre dei e pedi VERDADE. Sem desculpas... Porque quando a gente quer, a gente faz, e isso pode significar agir por impulso sim, mas tb quer dizer usar a inteligência e entender que o outro nem sempre é idiota como o que estamos acostumados a lidar.
Ah essa mania brasileira, especialmente carioca, de levar vantagem sobre as pessoas. Será tão difícil de ver que dá-se uma rasteira em si próprio? Não, no mundo não é olho por olho.
E a bailarina, que nunca cai, caiu. Ela, que se equilibra tão bem em seu corpo que tanto encanta, cai do alto das ilusões que constrói como castelos de cartas ou de areia, com a ajuda do palhaço da vez. Ilusões construídas tão rápido que talvez por isso sejam tão frágeis.
Estar do outro lado sempre me deu a verdade e isso sempre valeu muito pra mim. A ponto de talvez não me permitir estar do lado certinho, de namoradinha perfeita. O lado que todas nós queremos. Mas sem desculpa, sem culpa, sem ilusão e sem migalhas.
Há um mês começava essa aventura que me fez tão feliz, mas tão triste que já não sei se valeu a pena. E tudo, que começou com uma tempestade, se resume hoje em uma noite fria, de chuva fina, triste, só, que virará um dia cinza.

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