Reconstituição.
E quando parece que tudo já passou, que já conheço todas as situações, que já as revivi e sobrevivi e agora é seguir com a carroça, vem a Copa do Mundo e me lembra que não, não passaram todas as situações. Até pq essa é de 4 em 4 anos. Mas sabe quando vc não se dá conta? Pois é.
Eu adoro Copa do Mundo. Eu e a torcida do Flamengo, entre outros times de menor expressão (hehehe). E foi logo no 1. jogo que as lembranças vieram claras do inconsciente, como se eu tivesse vivido tudo ontem.
Nunca tinha trabalhado numa Copa e nunca tinha me dado conta disso. Fui dar aula de manhã, pra uma turma querida que tenho. Em casa, como tenho feito, preferi ficar recolhida em minha concha, meio sem saber o que fazer. Como sempre foi quando fazia um ano disso, um mês daquilo, aniversário de n sei mais o quê. Pois é, tinha esquecido como era essa sensação.
Em casa, assisti ao jogo morno, que me deu sono e eu deitei pra assistir o resto. Acabou e o sono era maior que a vontade de sair. Dormi.
Há 4 anos não era bem assim. Havia uma loja, uma tv, uma casa abertas ao mundo, quiséssemos ou não. A tv menor, que ainda funciona, no suporte mais alto na parede, e eu sempre sentada em uma dessas cadeiras de ferro com marca de cerveja. Conservo 2 jogos dessas mesas até hj. Sempre sentada à direita do ferro que serve pra fechar as portas da loja. E um monte de gente sentada à volta. Um balcão cheio de doces à frente era pano de fundo de todo e cada jogo. A reunião era natural. Corríamos pela rua quando o Brasil fazia gol. Me lembro de uma vez que meu irmão deitou no asfalto de braços abertos.
Na final, passei mal: vomitei o dia todo. Abusei do "ah, vc pode" e caí de cabeça no pudim e na torta de maracujá que foram comprados pro aniversário da minha mãe.
Pois é leitor, quem me acompanha já deve ter sacado onde quero chegar. Ela tava aqui. E com ela tudo isso que descrevi, tudo que acabou quando ela acabou o que tinha pra fazer aqui. E eu, que já passei por tantas coisas que me levam a este tipo de pensamento, a uma reconstituição saudosa de muitos momentos, já não esperava por mais algum com o passar de mais de 3 anos.
Não há como não pensar. Naquele ano de 2006, naquele período da Copa, nem sonhava que meses mais tarde tudo mudaria completamente.

1 Comments:
e ainda bem que as boas recordações ficam :)
claro que dá saudade, que aperta o coração olhar em volta e não a veres.
mas com certeza é bom sentir que as recordações não se apagam com o tempo.
um beijo, querida.
sara
(torta de maracujá?? adoooooooooooooro) :))
Post a Comment
<< Home