Minha tempestade.
E conversava dia desses com Beta. Falávamos da vida, falamos muito dela, como ela anda. Não corre, não para, anda. É como temos nos sentido nos últimos tempos. Vamos indo, tudo bem, dentro de nós tudo acontece, mas e as novidades? Dias comedidos de outono, nem quente nem frio, casa-trabalho. E nos policiamos pra não ficar tristes ou reclamar, afinal está tudo bem.
Mas ah, como gosto das tempestades. Sempre gostei. O ar começa a mudar, a passar diferente pela pele, avisando que tudo se revolucionará, prepare-se pra sair da calmaria. O ar vai esfriando a pele quente; a penumbra das nuvens pesadas, ansiosas por explodirem em chuva, deixa um clima sombrio dionisíaco no ar, ah quanta coisa há no ar, nisto que não podemos ver.... Só sentir. Os trovões mostram o choque entre os corpos nebulosos, prestes a se libertar em água. O ar vira vento, já não mais acaricia a pele, agora a pega com mais força, revolve a roupa, levanta o vestido, despenteia os cabelos, que ficam lindos, lindos.
Vinha uma tempestade, quanto tempo, que falta me faz. Veio vindo assim, daquelas que parecem que vem mansamente e de repente chegam com força, minha tempestade. E as novidades? Vida sacudida, vida viva, quente porque o sangue corre na veia, mais quente porque a tempestade o faz ferver.
Em menos de uma semana uma tempestade faz um estrago sem igual. Upside down now. E agora? Como faz?
Não ia demorar pra que eu escrevesse, viu? Era só ter um tempo de tempestade acalmada. O vento virou ar, as nuvens se dissiparam, mas nada está calmo. Meu coração pula. Tempestade no ar, impossível de negar, de esconder, todos vêem, todos falam: vc viu? Que tempestade!
Adoro. On the other hand tenho medo, afinal já vi esse filme váááááárias vezes. Whatever, se tô vendo de novo é porque gosto, gosto muito, amo as tempestades. Talvez o problema sejam os estragos posteriores. Como evitá-los? Sei lá. Agora deixa eu curtir minha tempestade, deixa eu me molhar na chuva que eu tô nela pra isso.

0 Comments:
Post a Comment
<< Home