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Friday, May 28, 2010

De chacras a UPA.

É incrível. De não possível de crer. Como é complexo, emaranhado, aparentemente, mas interligado, tudo tão perfeito. Colorida a vida, com tantas tonalidades e diferenças mínimas que fazem grande diferença.
Da última vez que andei por aqui, falava dos filhos que meus alunos se tornam, do amor que tem acontecido nesta relação. O sonho, cada vez mais perto. E quanto mais perto, mais assustador. E caminho livre para ele, para a comunicação, voz, nenhum impedimento.
A não ser eu mesma. Nosso grande desafio. Nós mesmos e mais ninguém. Ah, quem ocupa seu tempo observando o alheio. Perde oportunidade imensa de observar a si mesmo, melhorar e crescer. Será cobrado.
Dificílimo frear meus impulsos arianos. Por outro lado, transcendental ver a paciência nascer dentro de mim, tão ariana. A iniciadora, a plantadora de sementes, inovadora, não entenderão suas idéias, mas que importa? Elas funcionam, ajudam a quem precisa e não a quem ainda não pode ouvir - geralmente quem costuma estar mais bem preparado segundo os conceitos estreitos desta realidade de mundo como coisa isolada do resto de tudo. Isolada do universo, dentro de si mesmo tão distantes hemisférios, Ocidente tãããããão distante de Oriente, países distanciados. Como se um não fosse continuidade do outro, e tudo interligado ao infinito. A Física está aí mostrando isso... Ah olhos que não vêem. Mentes que não crêem.
Tb já não cri (?). Tb duvido, muito. Não me lembro de ter quem me dissesse "calma, vai passar, tudo se resolve, tudo vai ficar bem." Mas devo ter tido sim. Whatever, tenho agora. E mais incrível, digo isso agora. Olho pessoas incrédulas, passando por caminhos que passei, e é tão maravilhoso poder dizer, por saber, que é possível, apesar de não parecer. Dizer com amor e paciência, fazer confiar.
Que semana. De sexta a sexta, uma volta de 360 graus. Que é isso pra uma bailarina? Liberdade.
Meu anjo na Terra, dentre tantos, que me reequilibra, que me mostra que os caminhos existem e são possíveis, que me conhece do avesso e me mostra a mim mesma e me faz sair de uma consulta com ela tão plena, respirando profundamente, aquela sensação de ser parte do universo, centelha do divino.
Desta vez ela resolveu fazer um trabalho diverso. AMEI. Realinhamento dos chacras. Incríveis as coisas que batiam exatamente com o que sou, com o que acontece neste momento. Esclarecimentos recebidos, que bom ser esclarecida, perceber-se ouvinte que compreende. Nunca estive tão bem, ela disse.
No entanto, difícil lidar com os medos, mas bom ir descobrindo-os como ancestrais. Caravelas portuguesas. Medo de viajar. Conexões inimagináveis.
E é ela quem me diz calma, tudo se resolve, está tudo bem. Ok. Em menos de uma semana garganta coçando e muita tosse, difícil de dar aula, perdendo a paciência. Pelo esforço, começou uma falta de ar leve, que me deixou arfante e me assustou. Fui para a UPA, essa palavra que remete imediatamente ao universo infantil, e que sensação enooooooooooorme de solidão no caminho pra lá. Infantil, solidão, sacou? Lá, aguardei 2h na maior paciência (alguém tava ali do lado cooooooom certeza falando, ou gritando, CALMA, TUDO VAI FICAR BEM!!!) e fui muito bem atendida. Medo enorme de depois de muitos anos estar com bronquite de novo. Alívio, não. Nossa... Graças a Deus. Descanso. Muito mais que pra garganta, pra tanto stress por besteiras, pra mente.
Mulher, a transformação se deu, até fisicamente. Mas calma, não falemos assim como se não houvesse saída, que volto correndo com medo àquela menina de 2 anos.

1 Comments:

Blogger Unknown said...

Por isso eu amo tanto a vida, por isso amo tanto ler, gostar de ler, de ler pessoas...por isso no meio dos meus desequilibrios me reequilibro e sempre encontro um semelhante, nem que seja para pensar " - é, não estou sozinha sobrevivendo ao caos, tentando não ser mais uma, cheia de certezas, de medos, mas, viva"!

Saúde e Boa sorte...

28/5/10 1:46 PM  

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