Que ano. Que mês. Que vida.
Oi, blog.
Essa palavra que perdeu o sentido, e ainda teve um novo sentido pioradíssimo, o fundo da futilidade.
Há 18 anos, qdo te criei, blogueiro era quem ESCREVIA em blog. Há 18 anos eu era recém-formada, minha velhinha Pepê tinha meses, ela que nasceu 2 dias dps da formatura. Minha mãe tava aqui, meu irmão morava perto, eu não era do município. Tanta coisa.
Hoje sou uma montanha de cacos provenientes de tudo isso. E muito mais.
Hoje mais um mês difícil termina, com a esperança de que um melhor comece, mas sem muito prognóstico de que seja assim, vistas as coisas complicadas que tenho q fazer.
Meus dentes, que perrengue do caralho.
Sigo no tarô me ajudando a seguir adiante e me sentir capaz de fazer coisas difíceis. Até pensar em viver uma nova vida. A terapia tem deixado a desejar.
Só, no meu quarto com meus gatos, penso no quanto isso era assustador e hj é bom, muito bom.
Quase 10 anos aturando o homem escroto que meu pai é. Pelo menos não aturo mais nenhum. Queria que fosse fácil colocar ele pra ser cuidado em algum lugar e seguir com a minha vida. Mas não é.
E o frio, que só dificulta tudo e odeio, ODEIO.
Há um ano eu estava com covid e morri de medo. Talvez esteja de novo mas tudo bem.
A vida é isso?
Ah, licença do trabalho que não sou de ferro, aliás. E uma vontade de não voltar nunca mais. Uma vontade que pretendo consolidar.
Queria resolver muitas coisas esse ano. Os dentes, a menstruação que não veio de novo, meu pai, o trabalho. Talvez uma mudança de casa e um recomeço, eu comigo.
Será?
Deus ou sei lá quem me ajude a seguir, a só não dar trabalho ou incomodar ninguém.
Que angústia, que dor. Mas essas coisas a gente não pode escrever no face nem no insta.
Que julho seja melhor. Que o restante do ano seja mais acolhedor.

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