Hora de blog.
Cursor piscando na página em branco. Imagem bonita, da qual gosto muito. Pra não explodir, pra não morrer de dor, pra não ser criticada por me "expor" no facebook, lembro que tenho um blog, que como a minha vida, ninguém vê. Ninguém visita. Quem quer saber? Colocar coisas no fb parece um grito de socorro. Como procurar um amor numa sala de bate-papo. Por que sempre faço tudo errado?
Parece drama, talvez seja, não interessa, o que fazer com esse sentimento de angústia? Não expor? Preciso falar, não há ninguém com quem falar, as pessoas estão vivendo suas vidas e eu não estou vivendo a minha.
Começo a não ver outra coisa a fazer que não seja dormir. Começo a murchar. É visível. Estou horrível. Assim como dizem que estou linda quando estou bem e feliz e posso estar sem maquiagem ou a melhor roupa, agora mesmo maquiada e com uma roupa legal ninguém diz nada. Beleza realmente vem de dentro.
Perdi a vontade de escrever. Perdi a vontade de viver. Me perdi, de novo. A possibilidade de encontrar alguém para compartilhar a vida é tão remota que quando se aproxima, ainda que na ilusão mental da minha cabeça, me desequilibra, como se eu devesse somente rezar e me concentrar para conseguir viver neste mundo onde já não sei o que é real e o que é jogo. É desconfortante demais sentir isso, incômodo demais olhar e não conseguir ver até que ponto vale lutar por um mundo melhor sozinha. Bem, eu faço parte do mundo e sei que devo começar por mim. Recomeçar, no caso. Não sei o que ocorre que sempre me esqueço de deixar pistas no caminho do equilíbrio e da paz que já conheço. Quando vejo, caí. Levanto e finjo que nada aconteceu - não sei como agir. Antes só ficava caída chorando, em posição fetal, me sentindo a criatura mais coitada. Aprendendo a levantar, ainda que seja estranho e depois venha esse desânimo aterrador, antes eu nem sabia de onde vinha isso. Há evolução, mas isso não me anima. Nada me anima, nada consegue me animar, me dar ânimo, anima, alma.
Sei que há quem leia o blog, conhecidos, desconhecidos... Não é o facebook, e não sei porque a tentação tamanha de escrever lá. Sei que não sou como você que me lê agora. Não queira que tenha as mesmas atitudes. Avise-me, se julgar bom e é tudo que é possível fazer. O restante das decisões é meu.
Sabia que era hora de visitar esse espaço aconchegante que tenho. Vou digitando e esses sentimentos ruins vão diminuindo de intensidade dentro de mim.
Tô sem fome. De comida, de vida. O oposto, na verdade. Um leva ao outro.

0 Comments:
Post a Comment
<< Home