Maratona pela Saúde, só que não.
Hospital Santa Terezinha e Hospital PanAmericano. Lindo este último. Não entrava na emergência do Santa Terezinha há uns 7 anos. A última vez que fui lá foi com minha mãe, que com dor, já tinha tomado muito Buscopan e nada tinha adiantado. Ela então resolveu ir lá, lugar que toda a Tijuca e talvez Rio de Janeiro saibam que é um açougue. Fomos lá e a médica passou o que? Buscopan! Mas aí até eu né querida...
7 anos depois estou lá, melhor, por volta de 4h da tarde, para não perder o dia de trabalho. O médico da emergência ginecológica do PanAmericano perguntou, já irônico, por que eu estava lá. Porque tive cólica e não pude trabalhar. "E o que vc quer que eu faça?" :S Me examinou como nunca nenhum ginecologista homem o fez. E me deu as horas em que estive lá. Não achou que eu "merecia" o dia, ou seja, me chamou de mentirosa sem falar. Fui à administração e à ouvidoria da Santa Terezinha. Ouvidoria privada? Rárárá. Fiquei completamente alterada mas disse tudo o que queria dizer. Voltei na emergência atrás de um papel que provasse que eu estava lá há mais tempo, esperando a "triagem", e eles disseram que não podiam me dar o tal papel. Que vontade de quebrar tudo ali. Como não podia, só esperneei, até um idiota gritar comigo e eu gritar mais alto de volta, um segurança tentar me segurar pelo braço e eu dizer pra ele não me encostar e ele não o fez, pq não é besta. Fui embora daquele pardiêiro. O dotô que me atendeu, o irônico, o Deus que vê na bola de cristal dele que eu tava lá pq queria um atestado, é Rafael Ribeiro, CRM 52 73548-5.
De lá, resolvi ir pedir a opinião de outro médico, na outra emergência particular a que tenho direito na Tijuca, aquele prédio lindo ao lado do Tijuca Tênis Clube. Parei no caminho e fui na UPA. Por conta de público e privado não estarem muito diferentes e, ao contrário, o público por vezes ser BEM melhor. Fui atendida como prioridade depois da "triagem", pela conversa que tive com o médico, que ficou espantado com o que o dotô Rafael fez. No entanto, os médicos se tornaram a catiguria mais honesta jamais vista no Brasil! Ele também não podia me dar um atestado, já que não me viu mal. E tivemos uma discussão, no melhor sentido da palavra, e ele queria me ajudar, mas não podia ser injusto com os outros pacientes. E saí de lá com mais um atestado de comparecimento.
Enquanto esperava, chegou uma criança com o braço machucado, visivelmente ruim, e a recepcionista foi logo dizendo que o raio-x tinha acabado de quebrar! Eu ri, e perguntei se ninguém podia pelo menos olhar aquela criança. Ela disse que os médicos mandaram avisar justamente para não "perder tempo" ali...
Não desisti. Fui ao lindo prédio espelhado. Lá, na triagem, já não continha as lágrimas. Lá, pensei em sustentar a personagem que está doente, realmente passando mal. Fingir, como já me falaram. Pensei em mentir, pois me parece ser o que somos ensinados todos os dias, a mentir, a sermos desonestos. No entanto só consegui chorar contando toda minha trajetória. Antes assim. Aí vem a médica, uma loira dessas que pode estudar medicina, também com olhar de superior do seu cargo-pedestal de médica. Mais uma vez ouvi que ela não ia me dar o dia, mas me daria até o final de hoje para descansar, a partir da hora em que saí de lá, 20:59 segundo o atestado. É piada? Disse ainda que estava dando aquele atestado contra a vontade dela, sem mais olhar na minha cara. Dotôra Camilla Cruz, CRM 52 96104-3. Eu não tinha mais argumento, mais força, mais nada. Só lágrimas. Me calei, agradeci e saí. Peguei um táxi e vim pra casa. Amanhã, ao invés de apenas entregar o atestado à diretora da escola, preciso contar a ela toda essa história. Quem vai saber se é verdade ou ficção? Me sinto dessas pessoas que pegam atestado como trocam de roupa. Me sinto mal por não poder me sentir mal em paz. Já fui trabalhar muitas vezes mal, pq é menos trabalhoso. Vc finge que ensina e os alunos já nem fingem que aprendem mais. E assim caminha a humanidade, com passos de formiga e sem vontade.
A minha vontade de quebrar tudo está maior do que nunca. E ainda tem gente que não entende até o povo brasileiro, o mais passivo da galáxia, se revoltando...

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