Turbulência
O inverno vai chegando ao seu término, para que a primavera floresça e a vida renasça. Que a vida cresça e o destino se faça.
As estações coincidem com a vida.
Fim de inverno, tudo sendo transformado para o recomeço. Vejo isso na minha vida e nas vidas ao meu redor. A reviravolta perpassa todos os âmbitos. Tenho medo do que virá. Minha grande colega de trabalho seguirá em outra área. Ficarei sozinha até chegar um novo colega. Nos damos tão bem que dá frio na barriga. Será que continuará assim?
O contrato de aluguel acabou e a proprietária pediu a casa. Lembro-me de ter ido pegar a carta no correio, dps de muita hesitação, pra encontrar o que eu sabia que ia encontrar. Sentei lá mesmo, desolada. Escrevi pedindo pra ficar, não tenho condições financeiras de me mudar agora e nem tão cedo. Ela aceitou, mas sem as aves. Ainda relutei uma última ou penúltima vez, afinal parece ser a única saída. Chorei. Aceitei as condições e agora procurarei a quem entregá-los. E nem posso falar nisso que os olhos marejam. Entregarei um pedaço de mim sem o qual não imagino viver. Me pego pensando na possibilidade de separação do Vinicius e dói muito. Preciso apertá-lo contra meu peito. E mal tenho tempo. Mas isso merece um post à parte.

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