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Thursday, July 16, 2009

15 de julho

Seria mais um dia freak de trabalho rotineiro e normal - é o que dizem - com a única diferença de ser aniversário da minha mamãe.

Mas nada, seria um excelente dia para que eu aprendesse e fixasse ou relembrasse outras coisas.

Adoro meus alunos. Adoro dar aulas para o público-alvo deste lugar. Sinto-me viva, saio de uma aula cheia de energia, reenergizada, feliz com os resultados que tenho podido presenciar, afinal sou ariana, a que planta mas não verá germinar.

Mas vejo. E isso me dá um orgulho tão grande, uma felicidade, uma sensação de utilidade, de contribuição para o mundo que vale muito mais do que qq pagamento em dinheiro. Entretanto, por aqui ainda não é possível abrir mão disso, portanto, a minha parte em dinheiro por favor.

Cheguei há uma hora mais ou menos. Saí do trabalho e fui no aniversário do Paulinho, grande amigo da nossa família, que faz aniversário no mesmo dia da minha mãe. A Célia fez uma surpresa pra ele e foi muito legal. Bia está linda, falante, carinhosa, super desenvolvida! Célia é uma mulher admirável, com uma força e uma garra pra lutar na vida que são exemplos. Não tem tempo ruim pra ela, mulher forte, que dá uma educação de ouro à sua filha sem ter tido uma.

Conversamos sobre trabalho e ela me deu várias dicas sobre como os trabalhos muito mais ameaçam seus funcionários com coisas que não poderão cumprir que outra coisa. Foi bom ouvir. E Paulinho, que me entende tão bem, entende tão bem essa coisa de quererem nos moldar e termos de nos encaixar no sistema pq é preciso pagar as contas.

Subi o morro que conheço desde criança dps de muito tempo. A paz que sinto lá é imensa. A vista é lindíssima, privilegiada. Que delícia as pessoas falarem com vc, lembrarem de vc, quererem saber. Desci, já lá pelas 11h30, sentindo a mesma paz, as ruas mais desertas... Como é bonito o que acontece ali.

Fiquei sabendo que uma moça que esteve muito doente já está bem em casa, e que a mãe de uma amiga não está nada bem. Conseguir não se contaminar pelo desânimo alheio é o primeiro passo pra se poder fazer alguma coisa. Ela estaria só em casa, chorava, tinha o rosto cansado, desanimado, triste. Vai passar. Rezei. Pedi por todas essas pessoas, e agradeci tudo que tenho recebido. Fui citando cada coisa, fui falando sozinha em casa que é uma coisa que adoro. Chegar em casa dps de um dia cheio cansada e não ter que se preocupar com as roupas espalhadas, com o prato na mesa, é bom. Poder rezar como quem conversa com um amigo querido a quem se deve muita gratidão é maravilhoso. Poder pensar em minha mãe sem sentir tristeza é maravilhoso.

Não esperava mesmo pelo fim de noite diferente. É bom lembrar que há problemas e vidas muito mais difíceis que os nossos. Estou fortalecida.

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