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Sunday, May 03, 2009

"No que se apresenta, o triste se ausenta..."

Não adianta, os sábados à noite, sejam em casa ou na night, sempre remetem a tudo que poderia estar sendo vivido com alguém. No way out, bate uma melancolia, saudade do que não se viveu, ilusão do que poderia ter sido, do que pode ser, de qto tempo, até qdo vai ser assim. Ruim não é, talvez eu sinta falta de ter essa imensa liberdade. Mas há ganhos aqui e lá, assim como perdas. Quero experimentar, quero colo, quero alguém pra contar as coisas prosaicas que acontecem, alguém que entenda que vejo a vida através da poesia, que tudo passa nesse filtro e só então posso compreender. Tive migalhas disso e amei. Me senti plena como nunca e nada importava, só aqueles momentos. Só um olhar em que se mergulha como em um buraco negro iluminado. Só as palavras, nem sempre o vento as leva. Aqui elas estão, comigo, rondam, rondam e me deixam com mais saudade de ouvir novamente. Eu sei que sempre foi real, sempre foi verdadeiro. Cada olhar, cada palavra, cada dança, beijo, carinho. É isso, carinho, não é sexo. Sexo é consequência de tudo isso, não ponto de partida. Alguém por favor explique isso aos caras que te conhecem e querem te levar pra casa deles quase no mesmo minuto. Não pode ser tão difícil.
Mas tem sido assim. Não quero mais. Onde está a plenitude, emoção à flor da pele e coração calmo, pulmão cheio de ar e respiração tranquila... Encontro e perco, não sei o que há, mas ando começando a ver lampejos de compreensão. Ah eu queria explicar isso que me incomoda todo sábado, isso que me incomoda quando saio, quando me perguntam se casei, se tenho filhos. Vou explicando pra mim mesma, pra ver se muda alguma coisa.
Tava vendo umas fotos... Saudade, saudade, que é como fome, tem que ser saciada com urgência, tanta que me impulsiona a atender aos meus instintos mais arianos...
Se me perguntarem: o que vc faz no seu tempo livre? Penso nisso, inevitável. Por isso as noites de sábado, aqui no meu quarto, em frente ao pc, tv ligada, ouvindo sempre algo do nível de Cartola, que ouço agora. Dps levanto, dou uma volta no quintal, sinto esse friozinho de outono, vejo o céu com suas estrelas e sua lua, e tudo isso propicia mais nostalgia.

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