Uma mulher alheia?
Parece que estou alheia à vida.
Não, não estou, meu caro leitor.
Mas decerto a vida me dói menos.
Muitas são as vezes em que meu coração até dói, mas não consigo chorar.
É que vamos sendo vacinados.
Os fatos, sei deles muitas vezes pq são o assunto do momento.
Vejo e leio pouco jornal. Os fatos se repetem, os personagens mudam.
Vc que me lê, saiba que não estou alheia. Estou anestesiada.
Vacinada ou anestesiada? Tudo dói, e só assim.
Vou fazendo minha vida diferente e igual.
Aparentemente nada de anormal.
Pros vizinhos e quem chega perto, diferencial.
Não sei a previsão do tempo, deixa chover.
Deixa fazer sol.
Os bichos sabem pq sentem. Quero ser como eles.
Sinto vc mãe, e as rosas brancas que te dou em pensamento, em oração, quase as entrego em tuas mãos.
Verifico pouco a conta no banco. Vou onde quero ir e me divirto. Amanhã eu não sei, mas estarei feliz para ver o saldo caso precise.
Nada me faltará, Ele não deixa.
E assim vou ficando mais tranquila e vivendo, simplesmente assim, vivendo a vida - que se torna grandiosa e bela em seus detalhes.

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