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Tuesday, May 05, 2009

Dia 5

Era o dia em que minha mãe tinha seu nível de stress no auge. Dia de pagar aluguel, mês começando. Não entendia, dizia pra ela deixar pra lá, contas não valem a saúde. Quando senti o que ela sentia, mudei o dia do pagamento do aluguel pra 7, agora 10. Pra tirar tudo que pudesse de peso desse dia.

Neste 5 de maio, enchi balões, cortei corações, colei uma foto (A foto) num coração cheio de babados. Eu, meu irmão e minha mãe. Era a preparação do meu trabalho para o Dia das Mães.

Dia 5 é um dia racional, prático, pragmático. Mas caiu numa 3a, dia em que por enqto só trabalho de manhã e num pedaço da tarde.

Não é um dia em que haja tempo pra sentimentalismos baratos, o mundo bate tanto à porta que é preciso abrir, se não ele a sopra como uma folha de papel.

Mas tô aqui, mais sensível do que em qq outro dia do mês. Mais aberta a vibrações, energias, arte, arte, arte. Não tão aberta ao mundo, mas tb não tão fechada. Só um pouco no meu mundo. Minha casa, meu quarto, minha cama. Meu computador, orkut, msn e agora twitter.

Tô aqui querendo explicar isso. Tirar aqui de dentro e colocar na tela, e não sentir mais.

Nos últimos meses, nunca tenho dinheiro nenhum nesse dia fatídico. Hoje, tenho virtualmente 30 reais. Pq no banco os juros do limite especial estouraram o limite. Consegui ficar no limite (com duplo sentido) até hoje. Mês passado foi até dia 2. No outro acho que dia 30. É muito bom passar por essa experiência.
Então, como o limite no banco tá estourado, esses 30 reais na minha bolsinha são virtuais. No entanto são reais tb, afinal é com eles que sobreviverei até receber. Pago passagem, vou trabalhar, comida tem em casa.

Como sou acostumada a ter tudo nas mãos, sei que é só estalar os dedos. Mas sei tb que assim nunca aprenderei, e preciso aprender. Vou até o limite, se n der estalo os dedos, vá lá. Tem dado certo, tem sido enriquecedor entender como se vive com tão pouco... Deve ser que a vida não é esculpida em números, mas nisso que tento explicar, tirar do peito e botar na tela.

Queria organizar de forma mais racional, como numa dissertação, isso do que falo. A escrita desorganizada é um reflexo do estado da mente. Mas não dá, isso não é uma dissertação, o tema é a vida, mais vasto que cada eu, e eu vou escrevendo à medida do que me vem à mente. Talvez tentando me explicar pra mim mesma, me ver pelo avesso, entender e mudar, mudar, mudar. Firmar as bases da mudança que já ocorre. Mudar é fácil, tudo é fácil. Difícil é estabilizar.

Escrevo pq preciso. E preciso pq viver não o é.

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