Privação
Não me prives
Do ar que tu respiras
Da paz que tu inspiras
Do amor que em tu vive.
Não me prives
De tentar
Te tentar
E te ver se segurar.
Não me contenhas
De querer gritar
Isso preso na garganta
Com tanta força, tanta
Para que não te contenhas.
Não te contenhas
E venha
Se deixar, se deitar
Derreter, desfalecer
No colo do amor e do querer.
Não te prives
Do amor que em mim vive
E se alimenta do ar do ambiente onde estejas,
E se concentra no mar quente que desejas,
Tanto quanto eu não me privo
Desse amor - impossível? - com que convivo.

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