Lovely loved
Sou amada. Do jeito que sou. Melhorando, serei mais. Preciso muito de muito amor, carinho e atenção. Não preciso que me digam verdades, sempre relativas, eu as sei. Sei algumas coisas da vida, venho aprendendo desde o cordão enroscado no pescoço. Estava roxa, talvez sentisse medo e quisesse voltar e pensar melhor. Mas encarei e tô aí na pista pra negócio, encarando de frente, chorando, rindo, comemorando, jogando fora.
É preciso melhorar, é pra isso que aqui se está. No entanto, gosto muito de mim como sou. Muita gente não gosta, sou do tipo que se ama ou se odeia. Tudo bem, as paixões são deste mundo, e eu sou passional demais. Gosto disso. Gosto de ser ariana, com todos os supostos defeitos que temos. Gosto de ser magra, mas nunca sei se me olham por isso ou pq me acharam bonita, ou parecendo modelo ou bailarina, ou se me acham doente, ou se querem me assaltar. Só sei que olham, e isso me incomoda. Não gosto do falem mal mas falem de mim. Quer falar, vai ter coisa boa pra falar. Não, eu não me acho melhor nem superior, mas venho lutando comigo mesma para reconhecer meu próprio valor. Para reconhecer o amor de pessoas admiráveis. É difícil me ver amada. Minha família nunca me mostrou isso. Então, preciso de provas constantes, atenção, mimo. Mas tudo isso não é material. Então não adianta me dar presente, carona, ingresso, se não me ama, se eu for só um problema ou uma formalidade. Presente é estar presente, é dar colo, dar a mão, um abraço, é conversar, ouvir, falar (e saber como), respeitar, compreender, compartilhar, motivar, e mais uma listagem imensa. Essa listagem tem o nome de amor. Amor não dói. Dói a gente, ser humano, quando não sabe amar, nem a si próprio. Dói abrir-se e num momento de descuido ser invadido, atacado, e ter que fechar-se novamente. Dói amar e ser amado de formas que não compreendo.
Viver dói. Mas nem sempre. Preciso de uma taça de vinho com uma boa companhia e um cigarro de menta, da minha sombra sob a lua e da minha luz sob os olhos admirados que me observam.

2 Comments:
" ...Amor não dói. Dói a gente, ser humano..."
Ameiiiiiiiiiiiiiiii isso!!!
E o ultimo paragrafo tbbb.... ameiiiiiiiiii!!!!!
É isso aí gatita...!!!!
Bjokasss :*)
Opa, é pra já. De minha, parte, você pode ficar tranqüila que eu não te darei mais nada: nem presente, nem carona, nem ingresso, muito menos a verdade. Essa é realmente algo que se deve dar com amor e moderação. Nunca fiz nada por obrigação ou formalidade. Tentei dar o que você precisava e não o que você queria. Agora, serei como o seu irmão que te trata com a distância devida de quem já te conhecia muito bem. Eu deveria ter ouvido o conselho dele, aliás. Não ouvi, mas não me arrependo. Seja feliz, procure amizade e família na lua, na sombra.
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