The game of life.
Sim, eu estava feliz naquela manhã de sexta-feira. Que importa se era dia 2 de novembro se eu estava bem, com uma sensação de completude, sensação que busco sem parar? Não importa, pq construí, ao longo da vida, até antes dela mas principalmente durante este ano, um conhecimento sobre o que é invisível aos olhos que me conforta deveras.
No entanto, a vida veio mexer com outro bicho meu. É com eles que compartilho a luta diária, e tudo que se passa aqui dentro ou qdo estou só com meus pensamentos, tristezas, angústias, alegrias, ansiedades. São eles, e mais ninguém, que sabem exatamente como estou, talvez até mais do que eu.
E vou eu levando rasteiras da vida, caindo e levantando, e tentando achar que ela, a vida, não é caprichosa... Que Deus está mesmo do meu lado, que nunca estou só, tudo isso em que venho acreditando resignadamente.
Então surge, neste mesmo dia de plenitude, o oposto dela: a desilusão, a tristeza, o choro, o questionamento de tudo isso que foi construído. Pq um bicho deve sofrer? Pode haver respostas para essa pergunta, mas nenhuma delas ainda me convenceu.
E irônica como ninguém sabe ser mais do que a vida: levo um susto com meu felino, que passou mal depois que voltei da veterinária, e exatamente no mesmo momento meu novo galinho canta pela 1a vez.
Eu ria e chorava.
Pq saber, assim do nada, que meu gato está muito doente causa um inevitável desequíbrio, físico e mental. Alguns mais atentos notam minha expressão triste, outros apenas a apatia e anti-sociabilidade. Ainda assim apenas quando estou vivendo a parte monótona da vida: trabalhar, cuidar da casa, etc.
É claro que não dormi, e qdo liguei a tv pra me distrair, começou o filme Forrest Gump, que é lindo demais, poesia pura, límpida. Me lembro do dia em que o assisti na casa antiga. Eu assistia aos filmes sentada numa cadeira na nossa sala, minha mãe no quarto dormindo e acordando reclamando do volume da tv, que eu ia abaixando até quase não conseguir ouvir. E eu, vendo esses filmes que passam de madrugada, dos melhores, e por isso chorando sempre... Bom lembrar disso, perceber a segurança que sentia... Óbvio que assisti o filme novamente, vendo todas as situações pelas quais passei, e chorando, talvez exorcizando, pra poder levantar com coragem e encarar mais esse desafio.

1 Comments:
Lindinha, vê se é coincidência. Vai no meu blog, vê p "thanks for a nice 2007" e clica no teu nome.
Beijo...
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