Deixa eu brincar de ser feliz...
O ciclo terminava para recomeçar. Fim e começo não são tão pontuais, tão fragmentados - que o diga a Física atual. É tudo assim lânguido, uma coisa vai terminando ao mesmo tempo que outra vai começando, num nascer e morrer natural, como deveríamos saber, aprender desde sempre.
Um bindi pode ter sido o início de tudo, qdo ainda acabava o inverno. Já divagamos sobre ser o estopim do início ou ser uma desculpa pro início, ou ainda o motivo do início, do olhar. Achava que tinha visto o bindi e isso chamou a atenção. Disse que sim dps disse que não. Explicou que viria independentemente. Não sabia se era enfeite só. E perguntou. Ocidental, branca, talvez usasse como enfeite, acostumada a ver apenas com os olhos materiais. Perguntou e disse-lhe que era o terceiro olho, o que vê o que os olhos materiais não podem ver. Se espantou. Estrangeiro, indiano, veio falar cmg por isso, pensei. Ponto.
E vírgula. Quer dançar. Estrangeiros dançando não são exatamente o que se quer numa noite na Lapa... Como dama que sou, como sempre, dancei. Ponto.
Parágrafo. Vamos ao lugar onde todas as noites terminam (Demo, crianças!); quero que esta termine diferente. Não quero nada além disso. Consegui. Ponto?
Vamos comer. Conversar. Vontade. Hora do ponto. Mas não. Apenas o início de outro parágrafo.
Dois dias. E um livro. E palavras sobre como sentia e como era tudo tão surpreendente de novo. Epa, hora de ponto, vamos parar por aí. Era hora de ponto... Talvez tenha sabido usar umas vírgulas bem usadas, mas ponto não soube. Não era questão de saber, ou de querer, mas de fluir, um fluir de rio que não se pode parar. Deixar talvez recomeçar um outro ciclo que precisava ser fechado e não conseguia, talvez. E recomeçar exatamente por causa dele. Talvez, ainda não se sabe. Mais uns dias, cinco, seis, e uma blusa linda.
O que se sabe é que a companhia era querida, cada dia mais, e foram poucos. Sete. Porém noites e dias, trabalho e lazer, alegria e tristeza, diferenças e afinidades, cumplicidade, convivência, compartilhar. Bom demais.
E recíproco. Perfeito.
Só vi depois o que gosto de ver à primeira vista: beleza, charme, sedução. Era preciso ver com outros olhos, novos, sem estereótipos tão rígidos.
Só viu dps o que é preciso ver além, para se querer ir além. Como todos, viu primeiro beleza, charme e sedução.
Estamos indo, sabe-se lá pra onde, só sabemos que estamos indo e queremos ir juntos. Não queremos ponto final, deixa rolar. Deixa a vida levar.

1 Comments:
Tou em pulgas, tou super feliz!!!
"um fluir de rio que não se pode parar" LINDOOOOOOO
deixa rolar, amiga!!
o que tiver de ser, será!!!
um xi coração!!!
sara
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