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Saturday, December 13, 2008

Tudonadatudonada

Dia desses, antes de dormir, rolando na cama, escrevi sobre os dias em que a poesia mais que dormir, some. Parece que se esconde. Acho que nem sempre o samba manda me chamar. No fim de semana que passou não chamou mesmo, e ainda parecia dizer: “tá fazendo o que aqui ô branquela? Vaza!”

Aí acontecem umas coisas e ela acorda, a poesia, ou resolve aparecer pra mim.

É de tudos, mas principalmente de nadas, que ela se tece.
Capitu e seus olhos de cigana oblíqua e dissimulada.

Fabiana Cozza cantando músicas belíssimas com um quarteto de cordas.

Cortina de box com desenhos de gatos azuis!

Café descafeinado (realmente não dá barato!)

Penélope, Preta, Vinicius, Lyra e Poyésis.

Montar a árvore natalina, e a cada bola colocada, uma volta no tempo. Em cada enfeite, uma história. Magia completa, acender as luzinhas coloridas piscantes em noite estrelada de lua no céu, e apagar todas as luzes da casa.
Ontem, que já era hoje, ao terminar a minissérie, ela foi dormir. E eu insisti em sair mesmo assim, sem ela, e é claro que foi o caos. Nada tinha graça, nada estava bom. Gosto de nada na boca. Busco desesperadamente me “divertir” como todos, mas sem ela não consigo. E vou ficando mais e mais apática ao ver que ela não vai querer estar ali mesmo, num lugar onde a arte virou trabalho num sentido restrito, restritas possibilidades de ser arte. Onde as pessoas vão procurar felicidade, fora de si mesmas, todos sozinhos.

Acorda aí moça, que o gosto de nada continua e não gosto dele não.

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