Corra e olhe o céu!
Há um ano atrás, exato, ia ela ao céu mais alto e ao inferno mais profundo. Perto do céu estava ela, ao lado do Cristo. Despertava novamente o amor depois de um tempo de hibernação. Indescritivelmente belo. Desabrochava uma flor em seu quintal. Imagem concretizada do amor que despertava. Isto tudo de madrugada, até a alvorada. A esta hora exata, estava ela almoçando com amigos. Pra então a noite cair como uma bomba e dizer que a vida seguiria seu caminho: um de seus bichos, seu gato amado, partiria em breve. Desde então o amor se fez presente: era tempo presente e presente com um lindo laço de fita. Desde ter o amor fugidio de um homem, mas tê-lo e sabê-lo, até ter o amor incondicional de seu bichano. Hoje, tempo presente, o amor fugiu, seu bicho se foi. Mas o presente é sempre um presente e olhar pro que passou é sempre bom.

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