UPA
O nome já é uma piada. Mas vá lá, ver aquela obra bonita impressionou até a mim. Entrar lá e ver por dentro, tudo organizado, bem bonito, mas pra inglês ver. Dizem que era bom no início. O início não tem um ano. Tanto ouvi da eficácia deles que lá fui eu comprovar o que (não) estou careca de saber. Os recursos humanos são péssimos e escassos. É ano de eleição né? Hum...
Pessoas. Pretas, brancas, amarelas. Eu me pergunto, pra quê tanta gente meu Deus. Mas meu coração não pergunta nada. Meu coração fica triste, e só.
Aguardei uma hora e meia numa unidade de emergência (???) para conseguir um atestado para o trabalho (???) pois sem voz não pude ir. Claro, também queria orientação para cuidar da garganta. Uma hora e meia no ar condicionado. Ótimo remédio. Pessoas pretas, brancas e amarelas no ar condicionado. Pessoas pobres, imensa maioria. Pobre aprende desde pequenino a torcer o pepino e não reclama. É que reclamar é chato, incomoda. Foi mal aê.
Enchi. Mais um pouco e seria um caso de infarte. Mas todas as emergências (???) tinham que aguardar de 2h a 3h para serem atendidas. Pergunto eu aos recepcionistas (???): isso aqui é uma emergência? É. E se eu estivesse passando mal mesmo? ...
Estava cheio e eles não fazem curativos (????????????????). Não tem médico suficiente pra demanda. Não leitor, não estava cheio. Mas vá depender do governo por estas bandas.
Era eu mais uma daquelas pessoas, anônimas, voiceless, aguardando o retorno nunca dado dos impostos muitos que pago. Sem a quem recorrer.
Andei a passos firmes e seguros na busca da minha concha.
Acho que não sei mais o significado de muitas palavras. Acho que desaprendi português. E não compreendo os autores que mais me tocam: Chico, Drummond, Clarice... Entendo pq os alunos odeiam literatura.
Ainda assim, me meto a escrever. Desculpa aê seu acadêmico, é só pra desabafar.

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