Calendário
Um mês acaba de ficar no calendário, papel que será destacado e jogado fora. Outro mês começa, cheio de vida, colorido, bem diferente do início do mês que passou. Dois meses que amo, há meses que amo. Junho é um mês lindamente representativo de nossa cultura e nossa religiosidade. Julho é o aniversário de pessoas essenciais.
Queria falar como foi bom esse mês que acaba de se tornar passado, mas é no passado que construímos o presente. O presente está sendo um presente, tenho bênçãos mil a contar. Quando o mês iniciou, iniciava também um novo ciclo. Afastada demais que estava de mim mesma, desconectada, precisava da religação. Minha concha particular é um refúgio do mundo, é quase uma extensão de mim. Arrumar a concha é arrumar aqui dentro, é organizar a bagunça interna. Desligar rádio, tv, telefone, computador, e só então é possível ouvir seu eu gritando e pedindo para ser ouvido, para te dizer a direção que tanto buscas, tu que não sabes pra onde seguir.
Mês abençoado, com muito para agradecer. Fui paciente, tratei as pessoas com amor, e recebi tudo isso de volta. Coisa que eu não sabia, mas atacar o mundo voltava com uma patada maior, afinal a vida sempre ganha. Ganhei eu agora, afinal aliar conhecimento, arte e amor é a chave para a paz interior, início da paz do mundo. Voltemo-nos portanto para nós e amemo-nos, conheçamo-nos e expressemo-nos. Somente a nós podemos mudar, e se cada um cuidar de seu jardim o mundo será repleto de flores!
Sem deixar de mencionar que flores há de todos os tamanhos e cores, e que bela é a diversidade e o ser única. Sem padrão. Isso é tão evidente neste país lindo que vim habitar, de fazer chorar.

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