Name:
Location: Rio de Janeiro, RJ, Brazil

Monday, May 19, 2008

O que é Amor?

Eu não sei se sei o que é amor. Mas o sinto. Não adianta, já tentei. O que falei sobre beijos não vale pra todos. Vale pro seu. Era nele que pensava quando escrevia. É você. Pode ser que amanhã não seja mais, mas agora é você, é você que tem o gosto que eu gosto, o beijo que eu sinto falta, o olhar carinhoso, despido, alma nua na minha frente por um segundo, tempo suficiente pra saber tudo. E depois descobrir que não sei nada. E doer tão fundo.
Amo estar ao seu lado. Passar o tempo com você. Fazer nada, ouvir música, deitar no seu ombro, te abraçar e tudo ter um encaixe perfeito, e me fazer repensar a idéia das metades. Completude. Eu sinto isso e isso me dá paz e me faz amar. Amar seu jeito de falar comigo, de me amar também, de me admirar, que me faz ficar te admirando, fascinada. Amar seu jeito de se aproximar, de chegar perto, de estar por perto das formas mais inusitadas, de puxar assunto. Amar o silêncio do seu lado e também nossas conversas e nossa absurda afinidade intelectual.
Parecer que algumas horas, ou minutos, é eternidade. Parecer pra sempre. Assim como quando você vai embora. E se passa um dia, uma semana, um mês. Um mês me faz querer te ver e buscar isso. Faz as coisas perderem o gosto sem você. Tudo.
Isso tudo ser recíproco é a plenitude. Era. Se ainda é, saberei, não sei quando. Porque não sei mais nada e isso é angustiante.
Mas não adianta, eu provei outros beijos. Bah, eu queria o seu. Naquela hora exata, vontade de parar e ir te buscar pra ser meu, como você me disse ser e eu quis acreditar porque sou sua. Vontade de fazer isso agora, sei onde você está. Poderia me decepcionar ainda mais ou ter meu coração acalmado se ainda houver amor desse lado daí.
Eu não lamento, chega de lamento, se lamentar é não viver o que se quer, não correr atrás de seu sonho, não lamento. Amo. Nada mais importa, que o mundo acabe. Quero esse amor agora, já, nas manhãs de sol, nas tardes de chuva, na preguiça de trabalhar, nas horas de não saber, nas horas em que tudo é certeza. Ou seja, em todas as horas.
É essa lua, que é testemunha, e me perturba toda vez em que está assim, dona do céu.
Céu.

1 Comments:

Anonymous Anonymous said...

:O
Pois "... alma nua na minha frente por um segundo, tempo suficiente pra saber tudo. E depois descobrir que não sei nada. E doer tão fundo" é exatamente... isso! Que bom que você conseguiu dizer o que há meses apenas sei viver!

2/6/08 5:09 PM  

Post a Comment

<< Home