Monografia entregue!
Talvez devesse fechar o blog para que pessoas indesejáveis não viessem aqui. São as que mais vêm. Os stalkers, voyers, que vêm só na intenção de ter um olhar julgador, maldoso, cuja mão coça pra não comentar e, como os comentários podem ser anônimos, qdo há algum ele é invariavelmente assim, além de crítico. Não apago. Enfim... Venho na intenção de desabafar, sempre. É o que mais me faz escrever. Até queria escrever mais sobre tudo, registrar minhas ideias, mas dá preguiça, aí fica parecendo que é tudo uma desgraça... Eu devia vir escrever num daqueles momentos em que tudo parece perfeito e maravilhoso. Confesso que é difícil, pois viver ocupa o espaço da escrita, para mim. Possibilidades. Deixar o blog aberto como está ou não, escrever fora dos momentos de último meio de salvação da alma...
Well, tenho tido tantos momentos-limite e mesmo assim não venho escrever, justamente pensando em quem pode ler e entender tudo errado. Afinal, o leitor é co-autor de qualquer texto, segundo suas visões de mundo e segundo o ser historicamente situado que é. Não estou num momento-limite, não nos moldes dos últimos que me fizeram vir aqui. Mas acordo assustada, a solidão é companheira dos dias e noites, principalmente agora no recesso de julho. Tantos anos aprendendo a aguentar a solidão e esse ano tive alguns findis mais movimentados, em que nem pensava nisso. Aí parece que dói mais ser deixada sozinha novamente. Não sei o que fazer, mesmo. Já dormi tudo que tinha pra dormir. Tô aqui acordadona no início da manhã de um domingo chuvoso e resolvi escrever antes de ficar mal, pq aí a cabeça começa...
Entreguei a monografia. Fiz apenas 13 páginas das 20 míninas pedidas (ou exigidas), mas fiz um bom trabalho, que gostei e do qual me orgulho, que além de tudo me mostrou sobre o que quero ler e estudar e pensar e continuar escrevendo. Muitas descobertas. Essa pós foi a melhor coisa que eu fiz por mim nos últimos anos. Foi difícil fazer, ir, estar lá, mas era tb tão bom. Já sinto falta e ao mesmo tempo alívio. Mas como não entreguei a monografia fisicamente, creio que isso esteja me incomodando. É como se não tivesse realmente entregue. Não pude tirar a foto das duas vias como meus colegas fizeram. Seria um ritual importante, ir lá no Fundão, imprimir, encadernar, pra encerrar mesmo. Mas não deu e foi por email. Não sei, não consegui sentir como se tivesse acabado. Não comemorei, sei lá. Senti tanta dor esses meses que antes mesmo de entregar, quando o trabalho ganhou forma, eu relaxei. E ficou tudo assim, sem acabar e ao mesmo tempo vazio.
Como ficam vazios os recessos, normalmente. Como são os fins de semana e as conversas que não quero participar só pra fazer social. Como não é vazio dançar, e já tem tanto tempo...
Escrever me faz respirar profundamente, alivia, acalma. Mas dá trabalho.

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